Uma mistura mais vendida que esgota logo no seu primeiro mês forte na prateleira de um retalhista raramente se deve a uma falha na previsão da procura. Deve-se, sim, a uma falha no timing da reposição: a encomenda do lote seguinte foi feita tarde demais em relação ao tempo que esse lote realmente demora a ser produzido, embalado e entregue. À medida que as vendas de uma marca de chá ou de frutos secos crescem, é exatamente no intervalo entre "devíamos repor em breve" e um ponto de disparo documentado que começam tanto as ruturas de stock como o excesso de stock.
Onde os problemas de reposição realmente começam
No início, um fundador pode repor por instinto, porque o volume é baixo e o armazém pequeno o suficiente para avaliar a olho. Esse instinto deixa de funcionar assim que uma marca adiciona simultaneamente uma segunda cadeia de retalho, uma conta de grossista e um canal de comércio eletrónico em crescimento, porque cada um consome stock a um ritmo e num calendário diferentes. A solução não é uma previsão mais complexa; é um gatilho simples e escrito: um nível de stock que significa "encomendar agora", calculado a partir de como o negócio realmente vende e de quanto tempo realmente demora a reposição.
Construir um ponto de encomenda em torno do prazo de entrega real
Um ponto de encomenda só é tão bom quanto o prazo de entrega por trás dele. A fórmula padrão é: ponto de encomenda igual a vendas diárias médias multiplicadas pelo prazo de entrega em dias, mais o stock de segurança. A parte em que as marcas erram é o próprio prazo de entrega — tratar o prazo mais rápido indicado por um fornecedor como o número a planear, em vez de um número realista que inclua confirmação de encomenda, planeamento de produção e transporte até ao destino real, não apenas até a um porto nacional. Peça a qualquer fabricante por contrato um prazo de entrega confirmado para o seu produto específico e volume de encomenda no momento do orçamento, e construa o ponto de encomenda a partir desse número, não de uma estimativa geral.
Dimensionar o stock de segurança especificamente para chá e frutos secos
O stock de segurança existe para absorver a diferença entre o que se espera e o que acontece: um lote de produção um pouco mais lento, uma semana de vendas acima da média, um envio que passa o desalfandegamento com alguns dias de atraso. Uma fórmula de trabalho comum é (vendas diárias máximas × prazo de entrega máximo) menos (vendas diárias médias × prazo de entrega médio), o que dá uma margem dimensionada para a variabilidade real, em vez de um número redondo escolhido por hábito. Para chá e frutos secos embalados, essa margem tem um teto: ambas as categorias têm um prazo de validade finito, pelo que acumular meses de stock de segurança extra só para nunca repor cedo demais desloca simplesmente o risco da rutura para o envelhecimento do inventário e para os saldos.